Sou uma privilegiada em saber que o amor é. Ou não. Ou sim. Ou talvez. O amor me explica. Dan Cezar |
Amor tem. De sobra. O que falta é gente. Gente amando. Uma declaração de amor, no corrimão de um banco de praça, é maior do que uma declaração de guerra. Gente fraca declara guerra. Declarar amor requer pulso delicado. Quase forte. Quase fraco. Quase firme. Pulso sem pulso. E coração descoberto. Pra sentir frio, guardar respostas, pulsar carne, gritar loucura, silenciar gosto de sangue, acarinhar hesitações, escrever em muros, beliscar orvalho, engravidar flores, varrer o horizonte, apagar relógios. A indiferença é a solidão do amor. Amor é limite também. No abrupto das profundidades. Enfim, amor é o que nós precisamos ser, fazer, construir, repetir, enaltecer, doar, gastar, explodir e sonhar. E só.
Fernando Coelho
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