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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"Não subestime o tempo das voltas, nem diminua a leveza nos passos." ________________________ Priscila Rôde

O tempo. Entre todas as coisas do mundo, talvez ele seja o maior espelho das verdades. Pode parecer um otimismo exagerado da minha parte, mas eu raramente os cometo. Eu acredito no tempo. Acredito na sua capacidade de nos mostrar quem as pessoas realmente são. De curar as dores e nos mostrar quais escolhas nos fizeram bem. Longe de dizer que não confio nos homens, seria uma tolice da minha parte. Afinal, cultivo uma calorosa paixão pelas sinceridades e sentimentos completamente entregues. Mas aprendi com o próprio tempo o valor dos seus ensinamentos. Como os gregos, eu carinhosamente o chamo de chronos. Muito me ensinou. Porém, algo é inevitável. Suas verdades são tão valiosas quanto a sua escassez. Nada existe além do presente. Por isso, saiba escutá-lo bem.


Matheus Jacob

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos actos, não pelas palavras. Ela me perfumava e me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Deveria ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar " _________________________________ Antoine de Saint-Exupéry Do livro "O Pequeno Príncipe"


Tudo passa? Talvez não. Talvez esta seja uma visão inflexível demais sobre a transitoriedade da vida. Um amor não se faz eterno pelas lembranças? As mais duras mágoas não se transformam em sabedorias? Quantas paixões não mudam e ainda assim permanecem inteiras, no mais perfeito companheirismo? Essa efemeridade total parece dura demais, até mesmo para o meu típico realismo. Desumana demais. Eu prefiro acreditar em alguns eternos. Alguns, somente. Porque ainda assim algo é certo. Nem tudo fica. Não importa o quanto nos fazemos presentes. Não importa o quanto nos apegamos até mesmo à dor. Algumas coisas simplesmente não permanecem. Mágoas ou alegrias. Os desejos de dividir uma vida ou as óbvias ausências disfarçadas de liberdade. Então, eu tenho me permitido ser mais flexível. Não apenas para a ideia de que certas coisas não passam. Mas também para enxergar tudo o que não fica. 

Matheus Jacob