domingo, 30 de abril de 2017

Pra você que acabou de entrar na minha vida...

Arquivo Pessoal
Sim. Eu sobrevivi. Já me disseram que ninguém morre de amor. Mas creio que ficamos morimbundos um tempo. Caminhamos em passos tortos. Não sabemos o destino final. Não temos ponto de saída ou chegada. O ciclo precisa se completar. Tentar acelerar esse processo se envolvendo em paixonites agudas ou noites de sexo sem compromisso, não irá fazer com que a ferida se feche mais rápido. No amor, às vezes é preciso se perder sozinho, pois somente assim se encontrará por inteiro. Pra que você possa amar alguém, seja inteiro e não metade. Não vou dizer que você demorou a aparecer. Eu dizia pra mim mesmo que você devia estar por aí comprando seu jornal matinal em alguma banca de revistas. Não quero que assine contrato ou algo parecido com termo de posse. Aprendi que amar é deixar voar. Amor não combina com egoísmo e prisão. Saiba que não é preciso muito para me deixar feliz. Esse teu olhar ja é uma tremenda e deliciosa perdição. Foi me perdendo nele que me encontrei. Já que você bateu na minha porta, abra, fique à vontade e deixe ela aberta pra quando quiser sair ou até mesmo ir embora. Te quero por livre e espontânea vontade, assim como desejo que fique se a recíproca for verdadeira. Tem dias que sairemos juntos e te levarei no melhor restaurante da cidade, enquanto em outros vamos ficar esparramados e camuflados em meio às almofadas da sala de estar, arriscando uns amassos entre um filme e outro. Se resolver sair com os colegas de trabalho, me dê um beijo com sabor de primeiro encontro quando chegar. É importante que nos apaixonemos todos os dias e nunca esqueçamos do que nos fez querer um ao outro. Se resolveu entrar na minha vida, deixe teu cheiro na cama se por acaso eu estiver de folga e você for trabalhar. Quando for viajar pra bem longe, saiba que te sinto perto. Deixarei a porta sempre aberta pra quando voltar. Descobri a cor que você mais gosta e hoje mandei pintar nosso quarto com ela. Pra você que entrou na minha vida, te peço uma coisa. Se ficar, que fique bem. Que seja leve e sereno. Amor que inspira calmaria e seja o conforto depois de um dia turbulento. Se ficar, que não vá por qualquer motivo. O erro da maioria das pessoas é banalizar sentimentos tão raros. Se alguém te olhar e achar você espetacular, que bom! Essa pessoa espetacular resolveu ficar… na minha vida. Não precisamos alterar status de relacionamento em rede social, usar hashtags exaltando felicidade, nem mesmo postar à cada lugar que vamos juntos. Se entrar na minha vida, te peço apenas uma coisa. Me dê a mão e esteja comigo. De verdade. De corpo e alma.

FlavioJonatan

sábado, 29 de abril de 2017

...o amor não menor ou tão imenso intenso ou de maior razão tem o exato tamanho de caber no seu, no meu peito. ______________________ Dan Cezar

Minha vida não é um cinema mudo barato, desses preto e branco. Embora, às vezes, prefira a falta de falas e um dizer nos atos, eu gosto mais é da vida em cor. Vivi as emoções do meu primeiro amor, infantil e inocente, entre risos e mãos dadas e trocas de olhares, somente. E, descobri, anos mais tarde, que amor é outra coisa. Vivi amores impossíveis, possíveis, platônicos e inatingíveis. Descobri a beleza de um sorriso, a intensidade de um olhar e a tristeza de uma lágrima quando deixei de ser uma grande menina e passei a ser uma pequena mulher, carregando a felicidade num sorriso de Monalisa, discreto e quase imperceptível, cheios de poréns e porquês. Vivo tudo como se fosse a primeira vez e, confesso, seria mais fácil ter uma mente sem lembranças só para ter o prazer do tudo novo de novo ou, talvez, apenas para poder esquecer o inesquecível, guardar as dores feito poeiras e vê-las indo embora, iluminadas de sol. É que antes do pôr-do-sol, perdi aluem que muito amo, e tirou meu sono madrugada adentro e chovi até desidratar, até não me restar mais dentro de mim. Aprendi a escapar no sal. De mim, deixei apenas a marca de uma lágrima e antes do amanhecer já era tempo de recomeçar. Entenda que sou só uma mulher procurando paz de espírito, tenho meu sonho de liberdade e não tenho medo de altura, mas tenho muito medo do impacto da queda. Apesar de, não deixo de arriscar grandes vôos, só pelo prazer de admirar a paisagem e curtir a sensação de ser vento, de ser colibri e te conto, num sussurro manso, que os tempos tem sido difíceis para os sonhadores e que sonho, tempo todo. Vivo tudo como se fosse a primeira vez e, confesso, seria mais fácil ter uma mente sem lembranças só para ter o prazer do tudo novo de novo ou, talvez, apenas para poder esquecer o inesquecível, guardar as dores feito poeiras e vê-las indo embora, iluminadas de sol. É que antes do pôr-do-sol, perdi um amigo quase irmão e um avô quase pai e o vazio que ocupou o lugar do meu coração tirou meu sono madrugada adentro e chovi até desidratar, até não me restar mais dentro de mim. Aprendi a escapar no sal. De mim, deixei apenas a marca de uma lágrima e antes do amanhecer já era tempo de recomeçar. Entenda que sou só uma garota ferrada procurando paz de espírito, tenho meu sonho de liberdade e não tenho medo de altura, mas tenho muito medo do impacto da queda. Apesar de, não deixo de arriscar grandes vôos, só pelo prazer de admirar a paisagem e curtir a sensação de ser vento, de ser colibri e te conto, num sussurro manso, que os tempos tem sido difíceis para os sonhadores e que sonho, tempo todo. E se fosse verdade que a minha vida é um filme, seria para sempre cinderela.

Mafê Prost

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Quantos erros no amor são precisos para se conseguir um acerto? A sua vida era um péssimo clichê - pensou. _______________________ Guilherme Antunes

Arquivo pessoal
Alguns medos e amores são assim mesmo: feitos de imprudências, mas imprudência seria a certeza do equívoco ou o risco da felicidade? É preciso muito tropeço para fazer luz a deixar o coração de andar no escuro. Seja como for, melhor sempre segui-lo do que livrar-se dele...

... assim, imprudentemente.


Gui Antunes

sexta-feira, 21 de abril de 2017

“Quando o beijo é uma pessoa, o gosto vira saudade”

Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Se o beijo vem embriagado de cerveja, meio doce, meio intenso. Se é possível sentir o gosto do suspiro de saudade, de vontade, de desejo. Sentir o gosto do silêncio. Se o beijo tem gosto de música, de rima, de verso. Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Se tem sabor de pão de queijo, menta ou sorvete. Se é tequila, limão ou café. Eu fico imaginando qual é o beijo que teu gosto tem. Se é de sotaque, de riso, de dança. Se é beijo de abraço, de mordida, de andança. Eu fico imaginando qual é o beijo que teu gosto tem. Se é de show, de violão. Ninando qualquer canção. Ou beijo d’aquela canção. Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Se tem gosto de menino, de moleque. Arteiro, sorrateiro. Feliz. Se tem gosto de liberdade, de céu azul, de sal. De sol. Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Se tem gosto de segredo, de histórias. Gosto de vida. Eu fico imaginando qual é o beijo que teu gosto tem. Se é beijo de fim de tarde, de pôr de sol. Se é beijo de chuva, de manhã, de preguiça. Se é um beijo tinto, de vinho. Da uva que quiser: Malbec, Pinot, Carménère. Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Eu fico imaginando qual é o beijo que teu gosto tem. Eu fico gostando do beijo que só imaginei.


Mafê Porbst

segunda-feira, 17 de abril de 2017

E das felicidades que hoje eu possa sentir, que algo surpreendente chegue até mim. Nada melhor do que se deparar com surpresas de quem te quer bem, criar expectativas boas às vezes não faz tão mal assim, precisamos nos permitir! Que tenhamos sorte, amém! _______________________________ Thalita Souza

O que faz nascer uma amizade imorredoura? O que move uma paixão desmedidamente extraordinária dentro de nossos humanos corações? O que nos leva a gostarmos tão intensamente de uma pessoa, por vezes tão diversa de nós? Ou a nos apaixonarmos perdidamente por alguém e mantermos com esse alguém um relacionamento que, no dizer do Poetinha, enquanto dura infinito é. Amigos, parentes, conhecidos e desconhecidos, veem essa relação vivida com olhos de quem assiste a algo em que a lógica se volatiliza e se lhes escapa, algo improvável, indefinível, pleno de estranheza, difícil de ser decodificado, entendido, assimilado. Para desvendar esse mistério, buscando um satisfatório entendimento disso, Chico Buarque – compositor, cantor, dramaturgo e escritor – foi buscar a melhor definição nos ensaios de Michel de Montaigne, o célebre escritor, humanista e filósofo da França, sempre a França. Chico conta em um vídeo que, por ser insistentemente questionado sobre o porquê de sua mais que imensa e eterna amizade por outro humanista e filósofo francês, Étienne de La Boétie, cuja morte precoce o levou a escrever o ensaio “Da amizade”, Montaigne disse apenas que gostava dele e ponto. Quinze anos mais tarde, revendo o que escrevera, o escritor acrescentou que gostava do grande amigo “porque era ele”. Outros quinze anos depois fez mais um acréscimo à frase, completando-a definitivamente: “porque era ele, porque era eu”. Chico entendeu como simples porem perfeita a definição dada por Montaigne. Achando que ela também era perfeita para definir a paixão, o amor que sentimos por outro alguém, dela se valeu para compor uma música feita para a trilha sonora do filme brasileiro A máquina, do diretor João Falcão. A essência do que definiu Montaigne está no nome da música: “Porque era ela, porque era eu”. 

– Paulo Setúbal

sexta-feira, 14 de abril de 2017

As pessoas riem de nossa bondade, e dizem que o nosso perdão é manifestação de fraqueza. Elas são irônicas com nossa esperança, ridicularizam o nosso amor. Desvalorizam os nossos sonhos.. e mesmo depois de tudo isso, não conseguem nos transformar no que elas são...

Amores surgem na epifania do encontro natalício. Passam por perseguições. Por vezes, esquece o fruto do próprio ventre em sinagogas habitadas por doutores da lei. Mas é humildade para voltar, pois sabe o que é essencial. O amor é admirado, é ovacionado, é empolgante. Mas também é perseguido, caluniado, traído. O amor é injustiçado. A Páscoa ministra aos nossos corações a mensagem de que é possível renascer, mesmo após a dor das crucificações cotidianas. Mas antes da ressurreição, é preciso olhar para o lado e perdoar os que nós suspendemos no madeiro, dentro e fora de nós...

(Via Andradices)  ........................................    Feliz Páscoa!!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O que será que se passa para além do território das nossas tantas CERTEZAS [interrogação] _____________________________________ Be Lins

Arquivo Pessoal
A verdade é que tudo demora muito. E toda demora, é uma prisão. Nela, você entra, e acha que nunca mais vai embora. Às vezes, fica lá pra sempre. Mesmo que não. Você me ensinou a demora. Você começou isso em mim. Só que eu abri mão das lamúrias, porque mesmo presa nesta demora, a gente se encosta, por dentro. E isso me abre uma porta pro céu. Não perco de vista teus sinais, só que deste lado de cá só há uma alternativa, e ela é prosseguir. Ainda que sem sair do lugar. Todo mundo pergunta por novidades, como se novidades fossem possíveis assim, todo dia... Não rola. Rola coisa boba, e rola de deixar rolar a alegria pelas coisas tolas, tipo aquele chapéu vermelho que eu comprei e nunca usei, mas amei comprar. Eu amo um monte de coisa apesar de... É importante que você saiba que alguns dias até são bons. Muito bons mesmo! Não que a mente se esvazie da ausência tua, é só que ela acostuma, e a gente vai mudando de cara, mudando de jeito, mudando de boniteza, se assusta e depois do susto se acostuma, e envelhecer passa a ser um pouco mais doce que é pra poder ser apontada como uma boa velhinha mais logo ali, na próxima esquina. Educo meus sentidos para não querer demais. Isso acalma. O tempo tem sido gentil desde que me assentei, desde que aceitei que não serei metade de nada que pensei, desde que abri mão da chateação de te ter passeando e rondando minhas lembranças e transferi você da mente para o coração. Sem conexão. Porque a terra que forma a mente é feita de memórias, e elas são estranhas, alternam-se conforme o dia, a emoção, a raiva, ou a alegria, enquanto que no coração o domínio extrapola a razão, e nos conecta por mistérios cósmicos. Quem existem. E resistem bem. Deve ser a tal da mente universal que nos permite acessar um fluxo genial, superior, onde a prisão é aberta e a gente pode dar cambalhotas e flutuar e dançar e se reconhecer em beleza, em leveza, ares de plena delicadeza. Meu coração é tua guarida. Há tudo aí dentro para que você passe bem, todos os detalhes da mais pura delícia.

Li certo dia algo assim:
"a gente risca e vem o destino e rabisca"

Território estranho. parece que é , mas o comando não é nosso. Além das forças já conhecidas, ar, fogo, água, terra, há o Destino, seja lá o traço de quem for, há. Então a gente tem que aprender a improvisar. Improvisar é uma coisa que a gente tem que fazer todos os dias na vida real, que é pra não perder o sabor, que é pra manter o amor, e afastar toda dor, e continuar. Ainda que pareça estranho. Ainda que pareça insano abrir mão. O que nos resta, senão?... Ainda que a demora doa, lateje sem ter fim, ainda que pareça que isso nunca terá fim , e mais ainda que pareça que você só exista assim, bem cá dentro de mim, e que palavras tão lentas não revelem nada, dentro deste breve ínterim.

Be Lins

sábado, 1 de abril de 2017

Sentimentos não são fáceis de mudar ... __________________ (A Bela e a fera)

Acabei de de assistir a belíssima produção de “A Bela e a Fera” da Disney. Mês passado assisti “Cinquenta Tons mais Escuros”. *"Imaginei que de um lado eu acabara de assistir à história de uma fera que amando e sendo amada por uma jovem encantadora deixava seus dias de maldição para trás e que do outro a Cinquenta Tons poderia ser a mesma. Poderia. Anastasia é assim como Bela, adora ler, é apaixonada por literatura inglesa, vive com a cabeça em romances clássicos. Bela demonstra logo de início sua predileção pela leitura. Gosta de romances como o famoso “Romeu e Julieta”. Demonstra estar aberta ao novo e diz sutilmente, com seu exemplar de Shakespeare, que pode sim amar alguém bastante diferente dela. No entanto, a história adorada por Bela, o romance entre dois jovens italianos apaixonados, Romeu e Julieta, filhos de famílias rivais, guarda bastante diferença do romance citado diversas vezes por Anastasia, o “Tess” de Thomas Hardy. Nesse segundo Tess é subjugada pelo primo Alec e vê-se inclusive abusada sexualmente por ele até finalmente conseguir se livrar de sua influência manipuladora no final do romance. Na trama de Hardy, o verdadeiro amor de Tess é Angel e não Alec, com quem Anastasia efetivamente compara o milionário Christian Grey. Anastasia e Bela, são duas mulheres jovens e inteligentes. Ambas vivem como se não fossem seduzidas pelo comum ou ordinário. Christian dá para Anastasia os primeiros exemplares de obras de Hardy de presente, na tentativa de conquistá-la. A Fera dá a Bela toda a biblioteca de seu castelo. Nesse ponto notamos que o sentimento da Fera é universal, seu amor abrange tudo, já o amor de Grey o leva diretamente a uma história que fala basicamente de poder e submissão. A Fera e Christian são dotados de grande poder e riqueza, ambos vivem rodeados por serviçais e são vítimas de incidentes infelizes na infância. As mocinhas nas duas produções cruzaram acidentalmente o caminho de suas feras. Anastasia no lugar da amiga que ficou doente e Bela no lugar de seu pai. Assumiram o papel de outros por amor. A Fera tem Bela como prisioneira. Christian quer aprisionar Anastasia com seus contratos e presentes, assim como fez com outras mulheres anteriormente. No filme da Disney, a Fera tenta controlar seu mau gênio e seu temperamento assustador. Christian promete fazer o mesmo quando sente que Anastasia pode deixá-lo. A Fera convida Bela para jantar, mas não consegue se adequar aos modos humanos durante a refeição. Bela em determinado ponto dispensa então os talheres para compartilhar com ele da mesma forma de se alimentar. Anastasia também. Abandona suas diretrizes e passa a aceitar os jogos sexuais de Christian. As duas conseguem aceitar certas situações por amor, mas essas situações não podem ser vistas como padrões a serem seguidos. Christian parece ser onipresente. Consegue acessar contas bancárias, tudo sobre a vida de todos, a localização da sua amada apenas dando apenas um telefonema. A Fera também tem um espelho mágico que o permite ver tudo o que desejar. A figura da bruxa, que aparece na história da Bela e da Fera como uma aldeã que vive a pedir dinheiro pelas ruas, pode ser vista em “Cinquenta Tons” como a personagem Elena Lincoln. No entanto Elena nunca quis dar uma lição em Christian, mas sim ensiná-lo a camuflar sua fera. A bruxa de “A Bela e a Fera” não quer que Adam, a Fera, continue a ser mau, por isso lança sua maldição. Ela inclusive o liberta quando entende que ele finalmente aprendeu a importância do amor, da empatia, do respeito e humildade. Elena Lincoln não faz o mesmo. No caso de Christian ela parece querer que ele permaneça fera e não enxerga que possa ser diferente. Em determinado ponto a Fera liberta Bela, pois ninguém pode ser feliz aprisionado. Grey também aceita racionalmente (não emocionalmente) que o amor é liberdade e abre mão de seus conturbados contratos sentimentais. Contudo, ele tem dificuldade em deixar Anastasia andar com as próprias pernas e a monitora constantemente. Eu diria que Christian é uma fera sedutora.
Anastasia ama o homem que ela acredita existir dentro da fera. Aquele que toca lindas canções ao piano de madrugada. Ela o vê bonito, mas durante todo o filme é possível perceber que há nele muito de uma energia vil e brutal. No final do clássico da Disney, uma vez estando a Fera morta, o homem bom por baixo dela finalmente volta à vida. No caso dos “Cinquenta Tons” fica-nos a indagação se o amor de Anastasia é realmente capaz de transmutar a fera que há em Christian até que ela desapareça por completo. E se ela desaparecer, o que sobrará ali? Se existir um homem bom por baixo de uma temerosa fera, talvez o amor realmente possa tudo, como foi em “A Bela e a Fera”. Mas se existir apenas a fera, o amor não fará milagres e nesse ponto, estaremos já falando de algum outro gênero de filme bem longe do romance. Essa sutil diferença é muito importante, pois para que o bom seja revelado, ele precisa efetivamente existir. No caso de Christian, acredito que nada apagará a fera que há nele. Apesar do enredo da trilogia nos contar o contrário de forma pouco convincente."*

*Vanelli Doratioto