domingo, 28 de dezembro de 2014

"Que eu não me especialize em desculpas que me desviem dos meus prazeres. Que eu consiga derreter as grades de cera que me afastam da minha vontade. Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa." (Ana Jácomo)


"Teu bom pensamento longínquo me emociona.
 Tu, que apenas me leste, acreditaste em mim, e me entendeste profundamente.
 Isso me consola dos que me viram, a quem mostrei toda a minha alma,
e continuaram ignorantes de tudo que sou, como se nunca me tivessem encontrado."
I Cecília Meireles I


"Afinal, existem os sãos,
existem os vãos, os loucos, e os normais...

...e existem os poetas."

Com as bençãos de Deus,
que venha 2015!
No varal das coisas ditas, estendo minha gratidão aos olhos cúmplices, que visitaram este- vendaval de idéias * - ao longo deste ano. Agradeço a gentileza daqueles que nas letras em que bordei meus aconchegos, nelas também se descansaram. Agradeço àqueles que fizeram da poesia, a ponte para afinados encontros. Agradeço a cada um que, mesmo não sabendo o inteiro alcance das minhas mãos, tomaram minhas sementes e as levaram para além dos meus curtos horizontes, expandindo-me aos literários reinos em que transitamos. Agradeço este ano generoso de portas e janelas, ruas e cenários, espinhos e absolvições; material pleno a despertar-me inspirações em todas as vezes que nasci palavra. Agradeço a vida por me permitir ser um pequeno tradutor de suas imensidões, confessionário das interiores marés de nós, delator eleito pelas próprias tempestades, das mentiras e verdades que escondemos por vergonha, mas que celebramos ao nos reconhecermos todos no espelho da literatura. Agradeço àqueles que sei dos seus nomes e àqueles que de nada sei, em que pude compartilhar nas costuras dos meus imaginários, aquilo que de mim tanto digo sem de mim nada dizer. Peço dirigido perdão a todos aqueles que na minha vida, pelas palavras os fiz pequenos, fazendo-me ainda menor por isto, ferindo pelo que deveria dizer quando nada disse, ou pelo silêncio que deveria ser a única coisa declarada, mas por mesquinhez o calei. Que eu possa ser versão mais nobre de mim que ainda não fui, refletindo mais as virtudes do que minhas sombras, nas palavras que, nas linhas e boca ainda me pertencerão. Obrigado por tudo e a todos neste ciclo.

Guilherme Antunes

*Adaptado

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Aprendeu a língua dos ventos. Quando cantava, os mensageiros faziam coro. _________________________ Willian Gorj

Um belo Natal a Todos!
A estrela-guia que fica no topo de muitas árvores, deve ser pensada como uma esperança, e não como um enfeite apenas. Eu acredito além de tudo, que não só o natal, mas todos os nossos dias precisam ser mais enfeitados, sejam com enfeites, histórias, luzes… eu acredito que essa sensação celestial que se sustenta no natal, deve estar em todos os nossos dias, para a gente com delicadeza lembrar que o mundo é bem mais que nossos olhos conseguem alcançar. Diante de tantas coisas que acontecem, eu acredito que estamos precisando limpar os olhos e enxergar de verdades a estrela-guia que habita nosso céu, e deixá-la ela nos levar ao menino Jesus, pois ele foi um menino, que nasceu de forma mágica, simples, bonita, ganhou presentes, e fez nascer em nós esperança. Acredito que nesses tempos que caminhamos, a estrela-guia que nos leve até o amor anda em falta, não porque estrelas cadentes estão extintas do céu, se a gente observar com cuidado, sem pressa, sem impaciência, vamos ver que o céu está repleto delas, só esperando para serem olhadas. Desejo que as estrelas guias, independente da fé de cada um, sejam olhadas e acompanhem-nos até o amor, e isso é urgente. Eu desejo muitas estrelas-guias nos corações, nos caminhos, eu desejo estrelas-guias que nunca deixem esquecer que o que faz o caminho, é o amor. Que Jesus nos abençoe. Feliz sempre!



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras." _______________________ São Francisco de Assis

Quando a ternura não vira as costas para o amor...
A história pode ser bem diferente

Lígia Guerra 
Fica decretado que, neste Natal, em vez de dar presentes, nos faremos presentes junto aos famintos, carentes e excluídos. Papai Noel será malhado como Judas e, lacradas as chaminés, abriremos corações e portas à chegada salvífica do Menino Jesus. Por trazer a muitos mais constrangimentos que alegrias, fica decretado que o Natal não mais nos travestirá no que não somos: neste verão escaldante, arrancaremos da árvore de Natal todos os algodões de falsas neves; trocaremos nozes e castanhas por frutas tropicais; renas e trenós por carroças repletas de alimentos não perecíveis; e se algum Papai Noel sobrar por aí, que apareça de bermuda e chinelas. Fica decretado que cartas de crianças só as endereçadas ao Menino Jesus, como a do Lucas, que escreveu convencido de que Caim e Abel não teriam brigado se dormissem em quartos separados; propôs ao Criador ninguém mais nascer nem morrer, e todos nós vivermos para sempre; e, ao ver o presépio, prometeu enviar seu agasalho ao filho desnudo de Maria e José. Fica decretado que as crianças, em vez de brinquedos e bolas, pedirão bênçãos e graças, abrindo seus corações para destinar aos pobres todo o supérfluo que entulha armários e gavetas. A sobra de um é a necessidade de outro, e quem reparte bens partilha Deus. Fica decretado que, pelo menos um dia, desligaremos toda a parafernália eletrônica, inclusive o telefone e, recolhidos à solidão, faremos uma viagem ao interior de nosso espírito, lá onde habita Aquele que, distinto de nós, funda a nossa verdadeira identidade. Entregues à meditação, fecharemos os olhos para ver melhor. Fica decretado que, despidas de pudores, as famílias farão ao menos um momento de oração, lerão um texto bíblico, agradecendo ao Pai de Amor o dom da vida, as alegrias do ano que finda, e até dores que exacerbam a emoção sem que se possa entender com a razão. Finita, a vida é um rio que sabe ter o mar como destino, mas jamais quantas curvas, cachoeiras e pedras haverá de encontrar em seu percurso. Fica decretado que arrancaremos a espada das mãos de Herodes e nenhuma criança será mais condenada ao trabalho precoce, violentada, surrada ou humilhada. Todas terão direito à ternura e à alegria, à saúde e à escola, ao pão e à paz, ao sonho e à beleza. Fica decretado que, nos locais de trabalho, as festas de fim de ano terão o dobro de seus custos convertido em cestas básicas a famílias carentes. E será considerado grave pecado abrir uma bebida de valor superior ao salário mensal do empregado que a serve. Como Deus não tem religião, fica decretado que nenhum fiel considerará a sua mais perfeita que a do outro, nem fará rastejar a sua língua, qual serpente venenosa, nas trilhas da injúria e da perfídia. O Menino do presépio veio para todos, indistintamente, e não há como professar o “Pai Nosso” se o pão também não for nosso, mas privilégio da minoria abastada. Fica decretado que toda dieta se reverterá em benefício do prato vazio de quem tem fome, e que ninguém dará ao outro um presente embrulhado em bajulação ou escusas intenções. O tempo gasto em fazer laços seja muito inferior ao dedicado a dar abraços. Fica decretado que as mesas de Natal estarão cobertas de afeto e, dispostos a renascer com o Menino, trataremos de sepultar iras e invejas, amarguras e ambições desmedidas, para que o nosso coração seja acolhedor como a manjedoura de Belém. Fica decretado que, como os reis magos, todos daremos um voto de confiança à estrela, para que ela conduza este país a dias melhores. Não buscaremos o nosso próprio interesse, mas o da maioria, sobretudo dos que, à semelhança de José e Maria, foram excluídos da cidade e, como uma família sem-terra, obrigados a ocupar um pasto, onde brilhou a esperança. 

Autor: Frei Betto _  É escritor, autor de vários livros e assessor de movimentos sociais.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"Fui salva porque a porta da loucura, do sonho e da criação se abriu para mim. Sem ela eu passaria pela vida em branco..." ______________________________ Kléber Novartes

Quem sabe, um dia, eu, em mim, colha um jardim?

Mia Couto
 
"Tenho uma bússola do lado esquerdo do peito que indica o caminho. Não me prendo a nada que me faça encolher. Evito a marcha a ré. Levo nos olhos sempre um brilho de sol!Recuso-me a desesperança. Não aceito o menos. Deixo que digam, que pensem, que falem, deixo isso pra lá...Pra cada tristeza no dia, eu tiro um sorriso de dentro do bolso. Eu economizo tudo, menos a alma...Eu só insisto no que é lindo. Sempre tenho uma prece pra deixar de escurecer!"

D.A.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Preciso me mudar; alguém conhece um coração que tenha vista para o amar? _____________________ Gonzaga Neto

"Deseja amor por coincidências,
pois coincidências são alicerces da eternidade"
Ela não busca nada além de uma felicidade qualquer. Deseja trovoar manhãs. Deseja se alimentar dos sorrisos de quem ela alimenta. Deseja chorar o choro dos olhos de quem chora por ela. Procura por esse mundo o que é seu por direito e necessidade. Cansou do acaso. Deseja caso. Ora toda noite, desculpando-se de suas entregas. Penitencia-se por desejar amor demais onde a esperança já lhe deu as costas. Sofre, mas sofre em silêncio. Sofre pra si, trancada dentro de seu peito, dentro de seus arrependimentos, dentro de seus medos. Cobre-se de toda sua coragem despejada em tão tênue sentimento, que por espinhos da vida não se tornou seu harém de pétalas. Ela procura nas frases as brincadeiras da poesia. Procura na conversa alta o seu beijo de "durma bem". O que a difere das outras mulheres? Considera-se diferente, incomoda-se com quem incomoda seu mundo. Não será qualquer um que desabotoará seus orgulhos, orgulhos de mulher que contracenam e contradizem com as intenções de quem se aproxima. Não é pecado, é receio. Receio de um resquício de sorriso culminado em imaturas verdades ou veementes mentiras. Não que lhe faltem tentativas. Torna-se a mais bella da noite, adorna-se de maneira leve e delicada, passeia pelos olhos de quem a olha, e a alguns esboça um sorriso. Dança como quem ali não está, porém atenta a todo movimento ao seu redor. Dentro de si ela busca amor, mas sabe que prefere ser buscada. Deseja amor por coincidências, pois coincidências são alicerces da eternidade. Ela busca no outro o que não encontra em si. Ela busca no outro, não encontra e ri. Retorna pra casa à espera do agora. Leva consigo as incertezas de uma noite. Dorme o sono de quem se arrepende de tentativas, de quem aguarda o inesperado, de quem não espera os segredos das manhãs, tamanhas são as surpresas dessa vida.


Brunno Leal


sábado, 13 de dezembro de 2014

Diga-me o que você inspira e direi quem és! (...) ________________________ Pe. Fábio de Melo

Somente depois de dizermos infinitas vezes
 “Eu te perdôo”, é que temos o direito de dizer
 “ Eu te amo”.

(Pe.Fábio de Melo)
Esse jeito "esquisito" que Jesus tinha de preferir os piores, me faz pensar na beleza dos avessos. As vezes, a gente na pressa de encontrar, a gente não vê. Quantas vezes na minha vida eu desprezei as pessoas porque eu considerei o agora? É tão doído a gente ser visto a partir do presente, quando as pessoas olham pra gente e só enxergam aquilo que a gente tem no momento. Isso é fascinante em Jesus! Por isso Ele era capaz de preferir quem Ele preferia. Porque Jesus era um homem que não se prendia no presente. Eu acredito, eu acho interessante isso que os amantes, eles nunca esgotam as criaturas amandas, porque o amor sobrevive de futuro. Ele consegue enxergar o que a gente ainda não viu. A pessoa que ama consegue enxergar o que o outro ainda não é, vê o avesso, vê o contrário da situação. É tão bonito a gente pensar que a beleza do tecido tem um sustento, uma trama que está por trás de tudo isso. Compreender as pessoas, amá-las, só é possível quando a gente entra na trama dos avessos. Quando a gente não enxerga somente aquilo que os olhos podem revelar, podem conhecer, mas sobretudo aquilo que ainda está oculto. Deus nos ama assim, porque consegue enxergar o que a gente ainda não é, mas o que a gente ainda pode ser.

Pe. Fábio de Melo

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Sua Graça me basta, Luz da minha fé!!

Encerrando minhas atividades!!

Só quero agradecer,
 agradecer a Deus por tudo!!
“Ela olha, com seu olhar meigo, um sopro de vida no sorriso. Constitui em si a própria definição de felicidade. Viver é sua meta, assim como a rosa cresce sob a sombra e água. Sua face é irrigada pela sede do desejo, pela inquietude do silêncio e pelo ódio ao não-amor. Seus passos são irrigados por sonhos que nascem em céu azul e límpido. Tem intensidade em suas mãos e destreza em seus lábios. No fulgor do medo, a segurança da amizade verdadeira. Faz do riso, o filtro dos caminhos escuros. Dos dias, sua própria história vai sendo contada sempre com um final feliz.”

[Excerto sobre uma flor de lábios meigos; Matheus Dalecio]

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Não temas Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás a luz a um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á filho do Altíssimo, e o senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e seu reino não terá Fim."

Estando eles ali, completaram-se os dias dela
e deu a luz a seu filho primogênito,
e envolvendo-o em faixas,
reclinou-o num presépio.
"Quando o messias vier, o espírito do Senhor repousará sobre ele, porque o Senhor o consagrou pela unção; Ele virá para levar a boa nova aos pobres, curar os corações doloridos, proclamar a libertação dos escravos e pôr em liberdade os prisioneiros; proclamar um ano de graça da parte do Senhor, consolar todos os aflitos, dar o óleo da alegria em vez de vestidos de luto, cânticos de glória em lugar de desespero. Reconstruiremos as ruínas antigas, as cidades arruinadas e os escombros de muitas gerações. Virão estrangeiros apascentar o nosso gado, servir de lavradores e vinhateiros, seremos chamados de sacerdotes do Senhor, qualificados de ministros do nosso Deus. Já que tivemos parte dupla de vergonha, receberemos parte dupla de herança; nossa alegria será eterna. Porque o Senhor ama a equidade e detesta o roubo e a injustiça, vai nos dar fielmente a recompensa e estabelecer conosco uma aliança eterna. Seremos conhecidos entre as nações e também nossa geração: todos, quando nos ver, reconhecerão que somos a abençoada raça do Senhor."

HOJE EU SÓ QUERO AGRADECER!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

"Sereno vento vem trazer o que é incompleto, acaso aqui nos faz tão perto?" ____________________ T.M.

Todo coração é uma bússola.
Luara Quaresma
Já plantei tanta coisa. Plantei sementes em terra áridas para dias de pouca fartura. Plantei tardes bonitas numa janela que se abria para o sol entrar. Plantei conversa mole com voz dissonante em noites de extrema preguiça só pra não ter que raciocinar. Plantei lua nova no céu, para um relacionamento que se iniciava. Depois, plantei silêncio repleto de questões, quando a coisa esfriou. Plantei risos em dias completamente normais e insônia nas noites cheias de torturas e angústias. Penso que não resolveu, pois elas se repetiram. Plantei alegria sólida e pensei que duraria uma eternidade. Ela foi gasta em porções generosas e não sobrou nada para o dia seguinte. Plantei sorte para o acaso, liberdade para os entraves, solidariedade para os aflitos, claridade para as dúvidas, parágrafos para as explicações, roteiros para os caminhos tortos, conforto para os invernos, floração para a nudez da paisagem, fantasias para as adultices, risos para as lágrimas. Plantei sangue e suor para dispersar os problemas. Teimosos que são, eles continuaram. E fiquei plantada esperando a vida mudar. Amanheceu. Entardeceu. Anoiteceu. Inevitavelmente a vida mudou e não me avisou para onde foi. 


domingo, 7 de dezembro de 2014

"Pelo som das trombetas que ecoa nos quatro cantos do mundo! É o momento em que se confirma a "Anunciação " do anjo Gabriel à Maria..."

Querido Pai, bem sei que nesta época do ano a maioria das pessoas costuma reverenciar o Papai Noel e nele depositar suas expectativas. Porém, ao invés de escrever ao “velho de barbas brancas” pedindo um presente dentre todas aquelas opções que o comércio está exibindo nas vitrines, escrevo-te, no silêncio destas horas, contemplando o céu e vislumbrando a Grande Estrela de braços estendidos no horizonte noturno, talvez a mesma Estrela que um dia anunciou o nascimento de um menino, cuja missão seria marcante para os rumos da humanidade...Com a caneta entre os dedos, querido Pai, confesso-te que também eu, estou contagiada pelo espírito do Natal, e é ele que me move a escrever-te, porque o presente que gostaria de obter, não avistei nas propagandas e nem mesmo nos grandes centros comerciais. Peço-te humildemente que cheguem até nós, tempos de transcendência e de benevolência, onde os acontecimentos cotidianos revelem a tua verdadeira face. Peço-te a emanação de muita luz interior à humanidade, para que todos possam acreditar por dentro num Pai Maior, e não apenas acreditar por fora, com os olhos físicos, neste Papai Noel que decora as Lojas e circula na noite de Natal distribuindo os presentes que o dinheiro consegue comprar. Peço-te, Pai, que as pessoas consigam despojar-se desta exagerada valoração às coisas materiais, que tem causado tantas desigualdades e frustrações. Peço-te que rasgues as sombras provocadas pelas mazelas do mundo, com a força de tuas palavras. Que os lugares obscuros do espírito humano sejam ocupados por cintilações, e que estas luzes permaneçam para além das comemorações natalinas. Peço-te a extinção de alguns dogmas que colocam em risco a fraternidade e que estimulam a arrogância. Peço-te que nenhum sonho ou utopia sejam engolidos pela indiferença ou pela descrença. Peço-te que jamais se extinga da face da Terra, o sopro da poesia, e que ela também possa ser um instrumento de sintonia com o Sagrado. Encerro esta cartinha com a convicção de que, tão logo a humanidade alcance estes presentes, será unânime, universal, a possibilidade de um FELIZ NATAL!


Lúcia Barcelos

sábado, 6 de dezembro de 2014

Apague as luzes das cidades, que a lua está linda!!

Meu amor! meu amor! voltaste ainda
A povoar os meus sonhos! Que forte elo
É este afeto, este céu de altura infinda,
Que eu de rimas e lágrimas estrelo?!
Sonho. É aí onde estás: A tarde finda...
Perto — a angústia; distante — tudo é belo:
Muito ao longe — a ala serra muito linda;
Junto a nós — o sertão muito amarelo...
“Olha (disseste), é um símbolo terrível:
A nossos pés, com o seu tormento, os ermos;
E olha a serra: é a Ventura inacessível...”
E acordei, a sentir estas saudades...
Que fizemos aos céus, para sofrermos
Tão longa série de infelicidades?...


Humberto de Campos

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

"Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é Natal..." __________________________ Leticia correa

– sobre o amor?, o mundo?, a vida?
Não sabemos, e nunca
nunca o saberemos.
Dizem que uma árvore de Natal deve ser montada com histórias, lembranças, e a cada ano acrescentado algum item novo, porém sem abandonar os antigos! traduzem um simples e delicioso simbolismo comum a muitos lares mundo afora. O ato de montar uma simples árvore de Natal pode não significar muito, ou significar tudo... é só a gente se permitir... Aqui, cada foto tem um significado: o pinheiro representa nossos relacionamentos, que devem ser cuidados, zelados, polidos, dia a dia, sempre com alguma novidade, surpresa, porém sem perder cada pedacinho de nossas histórias! Cada bolinha, cada enfeite, representam nossos dias, inúmeros dias, num pisca-pisca constante de alegrias, frustrações, conquistas, dificuldades, tentativas. O segredo de tudo está na intensidade de transparência e brilho que desejamos para nossas vidas! Rafaela foi um presente/sonho em forma de realidade e que Deus me deu para eu ama-la eternamente. Já você é meu lindo poema  e meu maior presente de amor. Amar é acreditar no outro, dividir sonhos, receber, entregar, perdoar, compreender, aceitar. Amar é querer estar junto, e se separados, unidos pelo pensamento, e pelos mesmos desejos. Você é o meu presente que eu tanto pedi...Você é meu verdadeiro amor de Natal. Diante de minha árvore tenho a sensação de que algum sonho tão fascinante quanto esse ainda vai se realizar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

"E o encanto é divino quando o instante silencia e a música dos ventos te orquestra em mim." ________________________ Dan Cezar

"Sinônimo de amor é amar..."

Zé Ramalho

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O meu azul é simples, menino. Tem olho de saber falar. Tem boca de entoar arrepio. Tem pele que delira. No meio do azul tem um punhado de vontade. Tem uma verdade que te pensa. Tem um pensamento amanhã. Tem um verbo dementado de amor. O meu azul te agradece. E faz uma prece bem bonita de aguar. E te celebra. O meu azul tem saudade quando te inicia. O meu azul te vicia em mim. Mais tarde o pássaro vai voar sonhos.

Dan Cezar

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"Com saudade do meu amor, que se deixou derramar ao luar, quero enterrar os meus olhos nos olhos de Itapuã. Lá é um bom lugar pra morrer de chorar." ____________________ Fernando Coelho

"Céu azul é o telhado do mundo inteiro,
 Sonho é uma coisa que dorme dentro
 do meu travesseiro"

T.M.

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A saudade é um poente do amor. Um arrebol de todos os desejos. Uma vontade explícita de um arrepio. Um grito em silêncio. A saudade justifica o que foi. Diz por que é. Argui o instante. A saudade faz rir. E gargalhar. E saber o outro. A saudade chora. E contrai. E percebe. A saudade é o amor no vazio. Um jeito hábil de o sentido maior brincar de maestro. E ele é. O amor é verdade, bondade, realeza, majestade. E se veste de saudade pra festejar certezas. A saudade, quando amor, agradece. A saudade é Deus dizendo: segue e confia.

Dan Cezar