quarta-feira, 30 de agosto de 2017

É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado. _____________________ Guimarães Rosa

"Reza a lenda que o boto é um animal inteligente e semelhante ao golfinho que vive nas águas amazônicas. Conta-se  que se transforma num jovem belo e elegante rapaz nas noites de lua cheia Normalmente ele aparece nas festividades de junho. Vem vestido de branco e com um grande chapéu a fim de esconder suas narinas, pois sua transformação não ocorre totalmente. Dono de um estilo comunicativo, galã e conquistador, o boto escolhe a moça solitária mais bonita da festa e a leva para o fundo do rio. Na manhã seguinte ele se transforma em boto novamente. Nenhum animal do Amazonas foi sujeito a tantas fábulas como o boto. Desde a antiguidade são considerados símbolos de fetiches, associados a Vênus ou Afrodite, deusa do amor, a Apolo, deus da beleza. No entanto, parece que as lendas sobre “botos-homens” só surgiram no Brasil a partir do século XVIII. Pelo menos, nenhum pesquisador encontrou registros mais antigos dessa lenda! Mas, na mitologia dos índios tupis, há um deus – o Uauiará – que se transforma em boto. Esse deus adora namorar uma bela mulher. Até hoje, mães solteiras na região do Amazonas dizem que seus filhos são filhos “do boto”! Se o homem quer conquistar uma mulher, dizem que ele deve olhar para ela através de um olho de boto. Desse jeito, ela não vai poder resistir – e vai ficar perdidamente apaixonada."

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