terça-feira, 3 de novembro de 2015

Acredite, sinto sua falta. Sinto falta daquilo que o padre nem disse e do “sim”, que nunca pude gaguejar de cima do altar. Quer saber mesmo? Sinto falta daquilo que nem fizemos e das infinitas coisas que fizemos de conta que faríamos. ________________________ Ricardo Coiro

Sobra só essa loucura,
que ninguém segura no meu coração.
Acredito que a verdade é que fomos feitos para nos encontrar e trocar esperanças. Nos próximos amores (se houverem), na vontade de viver, na ânsia de encontrar alguém que construa na gente o seu lugar. Não era para ficarmos juntos uma vida inteira, nem, como imaginei, para construirmos castelos de sonhos e companhias. Era para nos provarmos como a paixão sempre nos dá pistas da sua existência. Ela simplesmente é uma paixão de anos e dias inteiros que me fez acreditar no poder que a vida tem em distribuir momentos lindos. Nem todos momentos vêm completos e precisam ser infindáveis, às vezes, algumas coisas surgem e criam uma pequena e linda ponte para, do outro lado, encontrar um coração que também queira um lar calmo para morar./Não é no anelar, mas é na ponta dos dedos a nossa aliança. Ali está a sensibilidade, ali está a energia que faz de nós vulcão e brisa de mar. (...)Nossa aliança é a minha inocência em amar as pessoas e a sua resistência em acreditar que seja possível amar tanto. É a minha vontade de pedir desculpas por qualquer coisa que eu não tenha feito e a sua mão firme, segurando a minha, e dizendo “calma, essa solidão vai passar”.Nossa aliança é o choro cúmplice que temos quando temos medo de que a febre nunca passe. É a fragilidade que escorre em lágrimas porque não tem motivo para esconder: está escancarada nos olhos.Nossa aliança é a certeza de que não precisamos um do outro, mas nos queremos acima de qualquer coisa. Uma aliança é circular porque não tem começo, nem fim. O que nos une é a certeza de que o amor é um eterno recomeço.


Trechos escritos de Frederico Elbone e Marina Melz