sábado, 22 de abril de 2017

“Quando o beijo é uma pessoa, o gosto vira saudade”

Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Se o beijo vem embriagado de cerveja, meio doce, meio intenso. Se é possível sentir o gosto do suspiro de saudade, de vontade, de desejo. Sentir o gosto do silêncio. Se o beijo tem gosto de música, de rima, de verso. Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Se tem sabor de pão de queijo, menta ou sorvete. Se é tequila, limão ou café. Eu fico imaginando qual é o beijo que teu gosto tem. Se é de sotaque, de riso, de dança. Se é beijo de abraço, de mordida, de andança. Eu fico imaginando qual é o beijo que teu gosto tem. Se é de show, de violão. Ninando qualquer canção. Ou beijo d’aquela canção. Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Se tem gosto de menino, de moleque. Arteiro, sorrateiro. Feliz. Se tem gosto de liberdade, de céu azul, de sal. De sol. Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Se tem gosto de segredo, de histórias. Gosto de vida. Eu fico imaginando qual é o beijo que teu gosto tem. Se é beijo de fim de tarde, de pôr de sol. Se é beijo de chuva, de manhã, de preguiça. Se é um beijo tinto, de vinho. Da uva que quiser: Malbec, Pinot, Carménère. Eu fico imaginando qual é o gosto que teu beijo tem. Eu fico imaginando qual é o beijo que teu gosto tem. Eu fico gostando do beijo que só imaginei.


Mafê Porbst

terça-feira, 18 de abril de 2017

E das felicidades que hoje eu possa sentir, que algo surpreendente chegue até mim. Nada melhor do que se deparar com surpresas de quem te quer bem, criar expectativas boas às vezes não faz tão mal assim, precisamos nos permitir! Que tenhamos sorte, amém! _______________________________ Thalita Souza

O que faz nascer uma amizade imorredoura? O que move uma paixão desmedidamente extraordinária dentro de nossos humanos corações? O que nos leva a gostarmos tão intensamente de uma pessoa, por vezes tão diversa de nós? Ou a nos apaixonarmos perdidamente por alguém e mantermos com esse alguém um relacionamento que, no dizer do Poetinha, enquanto dura infinito é. Amigos, parentes, conhecidos e desconhecidos, veem essa relação vivida com olhos de quem assiste a algo em que a lógica se volatiliza e se lhes escapa, algo improvável, indefinível, pleno de estranheza, difícil de ser decodificado, entendido, assimilado. Para desvendar esse mistério, buscando um satisfatório entendimento disso, Chico Buarque – compositor, cantor, dramaturgo e escritor – foi buscar a melhor definição nos ensaios de Michel de Montaigne, o célebre escritor, humanista e filósofo da França, sempre a França. Chico conta em um vídeo que, por ser insistentemente questionado sobre o porquê de sua mais que imensa e eterna amizade por outro humanista e filósofo francês, Étienne de La Boétie, cuja morte precoce o levou a escrever o ensaio “Da amizade”, Montaigne disse apenas que gostava dele e ponto. Quinze anos mais tarde, revendo o que escrevera, o escritor acrescentou que gostava do grande amigo “porque era ele”. Outros quinze anos depois fez mais um acréscimo à frase, completando-a definitivamente: “porque era ele, porque era eu”. Chico entendeu como simples porem perfeita a definição dada por Montaigne. Achando que ela também era perfeita para definir a paixão, o amor que sentimos por outro alguém, dela se valeu para compor uma música feita para a trilha sonora do filme brasileiro A máquina, do diretor João Falcão. A essência do que definiu Montaigne está no nome da música: “Porque era ela, porque era eu”. 

– Paulo Setúbal

sexta-feira, 14 de abril de 2017

As pessoas riem de nossa bondade, e dizem que o nosso perdão é manifestação de fraqueza. Elas são irônicas com nossa esperança, ridicularizam o nosso amor. Desvalorizam os nossos sonhos.. e mesmo depois de tudo isso, não conseguem nos transformar no que elas são...

Amores surgem na epifania do encontro natalício. Passam por perseguições. Por vezes, esquece o fruto do próprio ventre em sinagogas habitadas por doutores da lei. Mas é humildade para voltar, pois sabe o que é essencial. O amor é admirado, é ovacionado, é empolgante. Mas também é perseguido, caluniado, traído. O amor é injustiçado. A Páscoa ministra aos nossos corações a mensagem de que é possível renascer, mesmo após a dor das crucificações cotidianas. Mas antes da ressurreição, é preciso olhar para o lado e perdoar os que nós suspendemos no madeiro, dentro e fora de nós...

(Via Andradices)  ........................................    Feliz Páscoa!!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

O que será que se passa para além do território das nossas tantas CERTEZAS [interrogação] _____________________________________ Be Lins

Arquivo Pessoal
A verdade é que tudo demora muito. E toda demora, é uma prisão. Nela, você entra, e acha que nunca mais vai embora. Às vezes, fica lá pra sempre. Mesmo que não. Você me ensinou a demora. Você começou isso em mim. Só que eu abri mão das lamúrias, porque mesmo presa nesta demora, a gente se encosta, por dentro. E isso me abre uma porta pro céu. Não perco de vista teus sinais, só que deste lado de cá só há uma alternativa, e ela é prosseguir. Ainda que sem sair do lugar. Todo mundo pergunta por novidades, como se novidades fossem possíveis assim, todo dia... Não rola. Rola coisa boba, e rola de deixar rolar a alegria pelas coisas tolas, tipo aquele chapéu vermelho que eu comprei e nunca usei, mas amei comprar. Eu amo um monte de coisa apesar de... É importante que você saiba que alguns dias até são bons. Muito bons mesmo! Não que a mente se esvazie da ausência tua, é só que ela acostuma, e a gente vai mudando de cara, mudando de jeito, mudando de boniteza, se assusta e depois do susto se acostuma, e envelhecer passa a ser um pouco mais doce que é pra poder ser apontada como uma boa velhinha mais logo ali, na próxima esquina. Educo meus sentidos para não querer demais. Isso acalma. O tempo tem sido gentil desde que me assentei, desde que aceitei que não serei metade de nada que pensei, desde que abri mão da chateação de te ter passeando e rondando minhas lembranças e transferi você da mente para o coração. Sem conexão. Porque a terra que forma a mente é feita de memórias, e elas são estranhas, alternam-se conforme o dia, a emoção, a raiva, ou a alegria, enquanto que no coração o domínio extrapola a razão, e nos conecta por mistérios cósmicos. Quem existem. E resistem bem. Deve ser a tal da mente universal que nos permite acessar um fluxo genial, superior, onde a prisão é aberta e a gente pode dar cambalhotas e flutuar e dançar e se reconhecer em beleza, em leveza, ares de plena delicadeza. Meu coração é tua guarida. Há tudo aí dentro para que você passe bem, todos os detalhes da mais pura delícia.

Li certo dia algo assim:
"a gente risca e vem o destino e rabisca"

Território estranho. parece que é , mas o comando não é nosso. Além das forças já conhecidas, ar, fogo, água, terra, há o Destino, seja lá o traço de quem for, há. Então a gente tem que aprender a improvisar. Improvisar é uma coisa que a gente tem que fazer todos os dias na vida real, que é pra não perder o sabor, que é pra manter o amor, e afastar toda dor, e continuar. Ainda que pareça estranho. Ainda que pareça insano abrir mão. O que nos resta, senão?... Ainda que a demora doa, lateje sem ter fim, ainda que pareça que isso nunca terá fim , e mais ainda que pareça que você só exista assim, bem cá dentro de mim, e que palavras tão lentas não revelem nada, dentro deste breve ínterim.

Be Lins

domingo, 2 de abril de 2017

Sentimentos não são fáceis de mudar ... __________________ (A Bela e a fera)

Acabei de de assistir a belíssima produção de “A Bela e a Fera” da Disney. Mês passado assisti “Cinquenta Tons mais Escuros”. *"Imaginei que de um lado eu acabara de assistir à história de uma fera que amando e sendo amada por uma jovem encantadora deixava seus dias de maldição para trás e que do outro a Cinquenta Tons poderia ser a mesma. Poderia. Anastasia é assim como Bela, adora ler, é apaixonada por literatura inglesa, vive com a cabeça em romances clássicos. Bela demonstra logo de início sua predileção pela leitura. Gosta de romances como o famoso “Romeu e Julieta”. Demonstra estar aberta ao novo e diz sutilmente, com seu exemplar de Shakespeare, que pode sim amar alguém bastante diferente dela. No entanto, a história adorada por Bela, o romance entre dois jovens italianos apaixonados, Romeu e Julieta, filhos de famílias rivais, guarda bastante diferença do romance citado diversas vezes por Anastasia, o “Tess” de Thomas Hardy. Nesse segundo Tess é subjugada pelo primo Alec e vê-se inclusive abusada sexualmente por ele até finalmente conseguir se livrar de sua influência manipuladora no final do romance. Na trama de Hardy, o verdadeiro amor de Tess é Angel e não Alec, com quem Anastasia efetivamente compara o milionário Christian Grey. Anastasia e Bela, são duas mulheres jovens e inteligentes. Ambas vivem como se não fossem seduzidas pelo comum ou ordinário. Christian dá para Anastasia os primeiros exemplares de obras de Hardy de presente, na tentativa de conquistá-la. A Fera dá a Bela toda a biblioteca de seu castelo. Nesse ponto notamos que o sentimento da Fera é universal, seu amor abrange tudo, já o amor de Grey o leva diretamente a uma história que fala basicamente de poder e submissão. A Fera e Christian são dotados de grande poder e riqueza, ambos vivem rodeados por serviçais e são vítimas de incidentes infelizes na infância. As mocinhas nas duas produções cruzaram acidentalmente o caminho de suas feras. Anastasia no lugar da amiga que ficou doente e Bela no lugar de seu pai. Assumiram o papel de outros por amor. A Fera tem Bela como prisioneira. Christian quer aprisionar Anastasia com seus contratos e presentes, assim como fez com outras mulheres anteriormente. No filme da Disney, a Fera tenta controlar seu mau gênio e seu temperamento assustador. Christian promete fazer o mesmo quando sente que Anastasia pode deixá-lo. A Fera convida Bela para jantar, mas não consegue se adequar aos modos humanos durante a refeição. Bela em determinado ponto dispensa então os talheres para compartilhar com ele da mesma forma de se alimentar. Anastasia também. Abandona suas diretrizes e passa a aceitar os jogos sexuais de Christian. As duas conseguem aceitar certas situações por amor, mas essas situações não podem ser vistas como padrões a serem seguidos. Christian parece ser onipresente. Consegue acessar contas bancárias, tudo sobre a vida de todos, a localização da sua amada apenas dando apenas um telefonema. A Fera também tem um espelho mágico que o permite ver tudo o que desejar. A figura da bruxa, que aparece na história da Bela e da Fera como uma aldeã que vive a pedir dinheiro pelas ruas, pode ser vista em “Cinquenta Tons” como a personagem Elena Lincoln. No entanto Elena nunca quis dar uma lição em Christian, mas sim ensiná-lo a camuflar sua fera. A bruxa de “A Bela e a Fera” não quer que Adam, a Fera, continue a ser mau, por isso lança sua maldição. Ela inclusive o liberta quando entende que ele finalmente aprendeu a importância do amor, da empatia, do respeito e humildade. Elena Lincoln não faz o mesmo. No caso de Christian ela parece querer que ele permaneça fera e não enxerga que possa ser diferente. Em determinado ponto a Fera liberta Bela, pois ninguém pode ser feliz aprisionado. Grey também aceita racionalmente (não emocionalmente) que o amor é liberdade e abre mão de seus conturbados contratos sentimentais. Contudo, ele tem dificuldade em deixar Anastasia andar com as próprias pernas e a monitora constantemente. Eu diria que Christian é uma fera sedutora.
Anastasia ama o homem que ela acredita existir dentro da fera. Aquele que toca lindas canções ao piano de madrugada. Ela o vê bonito, mas durante todo o filme é possível perceber que há nele muito de uma energia vil e brutal. No final do clássico da Disney, uma vez estando a Fera morta, o homem bom por baixo dela finalmente volta à vida. No caso dos “Cinquenta Tons” fica-nos a indagação se o amor de Anastasia é realmente capaz de transmutar a fera que há em Christian até que ela desapareça por completo. E se ela desaparecer, o que sobrará ali? Se existir um homem bom por baixo de uma temerosa fera, talvez o amor realmente possa tudo, como foi em “A Bela e a Fera”. Mas se existir apenas a fera, o amor não fará milagres e nesse ponto, estaremos já falando de algum outro gênero de filme bem longe do romance. Essa sutil diferença é muito importante, pois para que o bom seja revelado, ele precisa efetivamente existir. No caso de Christian, acredito que nada apagará a fera que há nele. Apesar do enredo da trilogia nos contar o contrário de forma pouco convincente."*

*Vanelli Doratioto

quarta-feira, 29 de março de 2017

"Não faça amor, apenas seja. Amor não é coisa que se faça, não é uma ação, é um estado de alma." ________________________ Clara Baccarin

Amor não é coisa que se faça, não é uma ação, é um estado de alma. Amor não é algo que se decida e se pratique com a razão, com as mãos hábeis e os corpos performáticos e a alma escondida, adormecida, atrofiada. O amor se faz quando a gente sai. O amor vem quando a gente deixa de querer trazê-lo, comandá-lo ou evitá-lo. O amor emerge quando a gente fecha os olhos e respira fundo. Fazer amor não é coisa que se planeje, almeje, deseje.  Sexo é entrega, é despir a alma, é energia que transborda e que toma o lugar de tudo: das vergonhas, das diferenças, dos pensamentos, dos medos… Não prenda ninguém pelo sexo, sexo não é para isso. Não queira seduzir alguém pelo sexo, sexo assim é desperdício. Sexo não é para prender nada, sexo é libertação. Não contenha o choro, o riso, o grito. Não finja mais nem menos. Não queira agir para possuir, não queira se movimentar para dominar, não queira atuar para conquistar. Me desculpe dizer, mas sexo não é jogo de poder. Egos não deveriam ir para a cama, apenas deuses e deusas, vestidos de energia vital, prontos para um ritual sagrado. A cama deveria ser um canal, um portal, os corpos apenas um instrumento do amor. O quarto deveria ser um barco à deriva nas mentes em silêncio. E o tempo respirando e fluindo, deveria ser desfeito. Sexo deveria vir do relaxamento, do descansar as almas e deixá-las voar até encontrarem o céu. O quarto não é um palco dos movimentos frenéticos onde mostramos a nossa manjada dança da sedução que segue as revistas de moda e os vídeos pornôs. Amor não é coisa que se faça, o amor nos incorpora (ou nos volatiza), o amor nos possui, e não o contrário disso. Ele tem movimentos próprios. Os nossos ritmos mecânicos só constroem outras engrenagens que não têm nada a ver com amor. O tempo do amor não é o nosso. O amor não tem que sair correndo para pegar o ônibus, para ir para o trabalho, para prender um namorado, para construir uma família, para comprar um carro. O amor não tem que ser estruturado. Fazer amor não é um ato, é uma doação. O amor se move na gente vagarosamente. Mas temos que deixar. Temos que respeitar. Temos que cuidar. Cuidar do nosso corpo e o do nosso companheiro. Cuidar do nosso sentimento e o do nosso companheiro.O amor não exige nada, não julga, não apressa, não repara, não precisa de viagra. O amor acalma. O sexo acalma, renova, exala luz própria de puro sol em nossos corpos lunares. O amor assim transpassa e perfuma toda casa e a vida.

Fazer amor não é um ato, é uma doação..
Amemo-nos!

Clara Baccarin -

sexta-feira, 24 de março de 2017

"Para entender nós temos dois caminhos:o da sensibilidade que é o entendimento do corpo; e o da inteligência que é o entendimento do espírito. Eu escrevo com o corpo. Poesia não é para compreender, mas para incorporar. Entender é parede; procure ser árvore." ______________________ Manoel de Barros


A sensibilidade que tenho para escrever as inquietações do coração é a mesma que me faz afundar em tristezas e lembranças. Eu brinco de sofrer, de vasculhar o que há aqui dentro, e nem sempre encontrar o que eu gostaria. Alguns poderiam, na ciência de si, achar isso uma loucura. E quem disse que não é? Sou brisa e furacão, intensidade e mansidão, nada e tudo, ao mesmo. Eu sofro com propriedade. Sorrio na eterna vontade de abraçar a todos. Sou euforia no beijo e no silêncio. Para mim, saber sofrer em momentos pontuais sempre foi um dom que conservo comigo. Me sinto viva, sensível, me deixo doer, me faço empática com os outros, mas principalmente comigo. Volta e meia, quando sozinho, sentado na varanda da minha casa que tanto me faz companhia, me pego lembrando das pessoas que levaram um pedaço do meu coração e nunca mais me devolveram. Mal sabem elas que sempre há amor comigo. Mal sabem que, independentemente do que haja ocorrido, ela sempre farão parte da minha história. por bem ou por mal. Amores sempre têm sua importância. Mesmo com tantas emoções sendo vizinhas, não fujo dos obstáculos, das dores, dos desafetos que me batem à porta sem nem me pedir licença. Olho no olho, choro junto, rio na cara do perigo, peço que seja louco, imprevisível ou sereno, mas que, por favor, haja amor. A sensibilidade me traz tristezas lindas – há tanta beleza na tristeza –, mas, por outro lado, me faz me perder em questões simples de serem resolvidas. Dizer “não” é um sacrifício, sempre me sinto culpada, principalmente quando me deparo com entregadores de panfletos nas ruas; dizer “não” a eles ainda é um treino diário para mim. Deixar de gostar de alguém é um martírio, sempre acredito que o fim ainda não é o real fim. Me iludo, viajo nas possibilidades, brinco como quem brinca com fogo, de continuar gostando de quem não gosta mais de mim. Viver sem me apaixonar é para mim algo inexistente. Qual é a graça da vida sem a sensibilidade de se apaixonar pelas esquinas? Ser sensível é viver tudo à flor da pele, é amar sem se preocupar com o amanhã. É, também, carregar muitos desafetos, muitas tristezas e alegrias únicas. Talvez essa seja a maior qualidade de ser sensível: todas as emoções são sempre únicas. Mesmo me sentindo estranha e meio boba nas minhas decisões, quase sempre tomadas pela emoção, eu não deixaria de amar com a intensidade que amo. Nem se eu pudesse ter domínio de mim. Nem assim.



Frederico Elboni- Adaptado