quinta-feira, 16 de abril de 2015

“Viver agora, tarefa dura. De cada dia arrancar das coisas, com as unhas, uma modesta alegria; em cada noite descobrir um motivo razoável para acordar amanhã.“ _________________________________ Caio F. Abreu in Ovelhas Negras

Mesmo assim,
Nem toda Noite
precisa ser triste!

Boa noite!
A poesia está guardada nas palavras- é tudo que eu sei. Meu fado é o de não saber quase tudo. Sobre o nada eu tenho profundidades. Não tenho conexões com a realidade. Poderoso para mim não é quele que descobre ouro. Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas). Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil. Fiquei emocionado e chorei. Sou fraco para elogios.

Manoel de Barros

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Quem me dera pudesse compreender. Os segredos e mistérios dessa vida. Esse arranjo de chegadas e partidas. Essa trama de pessoas que se encontram. Se entrelaçam. E misturadas ganham outra direção… | Pe. Fábio de Melo |

"Que o amor ilumine os caminhos.
Que abra as portas que precisamos passar."

(Rachel Carvalho)
"Ela sabe que a dor insuportável nas costas é de carregar o mundo inteiro sozinha. Ela sabe que o aperto no peito é choro preso. Ela sabe que as olheiras são as noites de insônia, preocupada com o amanhã. Ah, ela sabe de tudo isso. Só não sabe deixar de ser boba, só não sabe dizer não. No entanto, mais importante que tudo, ela sabe ser feliz. Ela sabe direitinho o que é ter paz no coração."



( Rachel Carvalho)









segunda-feira, 13 de abril de 2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Sossega. Tua alma aguenta. São golpes de flor............................. ______________________ Giselle Zamboni

Deus me sustenta com sua destra fiel!
Tenho fé!
"Destas loucas que colecionam memórias inacabadas. Destas frágeis que quebram. Fortes que choram. Sou destas. Que desacertam. E desertam para florescer outros tempos." 


______________________ Erica de Paula

terça-feira, 7 de abril de 2015

"E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços..." _______________________ Caio Fernando Abreu

"Destas loucas que colecionam
 memórias inacabadas.
 Destas frágeis que quebram. 
Fortes que choram.
 Sou destas. Que desacertam.
 E desertam para florescer outros tempos."
Erica de Paula
Sempre me senti diferente dos outros. Não mais bonita, não mais inteligente, não mais especial, não mais esperta, não mais maluca, não mais legal, apenas diferente. Sou diferente na forma de sentir, tudo que me toca, me toca fundo. Tudo que me alegra, me alegra muito. Tudo que me dói, dói forte, corta.


- Tati Bernardi

sábado, 4 de abril de 2015

Uma mulher exuberante estava mergulhada até o talo na vida louca: noite sim, noite também, sua casa luxuosa recendia a litros de bebida e sexo de má qualidade. Para os brutos, um paraíso; para aquele coração delicado de mulher, uma prisão, pois ela sentia a mesma sede de amor que eu e você sentimos. _______________________________ Stella Florence

Monica Bellucci interpretou Maria Madalena
 em Paixão de Cristo.
Quando qualquer mudança já lhe parecia impossível, um homem sábio, de passagem por sua cidade, fez uma palestra que ela assistiu embevecida. Uma intensa sensação de acolhimento tomou conta de sua alma e fez com que aquela mulher, apesar da rejeição social que a cerceava, tentasse conversar particularmente com o sábio. Tão cansada, tão linda, ela se ajoelhou diante dele e confessou não saber como recomeçar, como conhecer a si mesma, como crescer. O mestre, emanando aceitação e doçura, sintetizou o caminho: “O amor cobre uma multidão de pecados”. A partir daquele dia inesquecível, Maria de Magdala (ou Maria Madalena) se tornou a mais humilde, determinada e fiel discípula que Jesus Cristo jamais teve. Enquanto os homens dormiam em seu medo, Madalena acompanhou o último suspiro de Jesus. Enquanto os homens dormiam em sua perplexidade, Madalena foi cuidar do cadáver do mestre. Enquanto os homens dormiam em sua preguiça, Madalena viveu em primeira mão o que viria a ser o símbolo máximo da vida após a morte: o encontro com Jesus redivivo. Após aqueles dias vertiginosos, ela seguiu os apóstolos até a Galileia, pedindo que eles a aceitassem em um dos vários grupos que pregariam a boa nova. Um a um, eles se recusaram a levá-la, temendo sua má fama do passado (ou, quem sabe?, apenas invejando a força espiritual daquela mulher). Sozinha, Madalena trabalhou pelo seu sustento. Certo dia, um grupo de leprosos chegou à cidade de Dalmanuta procurando Jesus (sem as redes sociais, as notícias demoravam a se espalhar). Ela então os reuniu sob as árvores da praia e os encheu de esperança em dias melhores. Madalena os acolheu como filhos, eles a aceitaram como mãe. Expulsos pelas autoridades locais, os leprosos tiveram de seguir para o vale imundo em Jerusalém. Madalena foi com eles. Não demorou até que ela visse em sua pele as primeiras manchas violáceas. Decidida a rever Maria de Nazaré, Madalena se despediu emocionada de seus filhos do coração e viajou, a pé, até a cidade de Éfeso. Com o corpo já coberto de chagas e quase inconsciente, ela chegou ao seu destino. Poucos dias depois, Madalena sentiu um grande alívio. Parecia que estava de volta àCafarnaum, sob as árvores, a espera do mestre. De repente, ela vê Jesus Cristo se aproximar, mais belo do que nunca! Madalena tenta se ajoelhar, mas ele a impede, recolhendo-a, luminosa, em seus braços: “Maria, já passaste a porta estreita... Amaste muito! Vem!”. Que nesta Páscoa, nós, mulheres modernas, nos lembremos de Maria Madalena: uma mulher que de enfrentou preconceitos ferozes apenas para amar, amar muito.


[Stella Florence]

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? .................................


"Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e
 pôs o seu Espírito em nossos corações 
como garantia do que está por vir."    

  2 Coríntios 1:21-22
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A Adélia diz: “De vez em quando Deus me castiga, me tira a poesia. Olho uma pedra e vejo uma pedra…” Tem gente que ouve o canto das cigarras e ouve apenas o canto das cigarras. Tem gente que fala Páscoa e só vê ovo de chocolate. Pensam na ressurreição como algo que aconteceu, faz muito tempo, num lugar distante. (Impossível diriam, mortos não ressuscitam.) E pensam em algo que acontecerá de novo num tempo distante, muito longe, no futuro (Impossível diriam, Mortos não ressuscitarão!). Mas a poesia não conhece nem o passado e nem o futuro. O passado sobre que a poesia fala é presente na memória e nos sentimentos. O futuro sobre que a poesia fala é presente na esperança. Assim os poemas da ressurreição falam sempre do presente. A Morte é agora. Nós somos o túmulo. “Quem anda duzentos metros sem vontade anda seguindo o próprio funeral vestindo a própria mortalha…’ Muita gente morreu e não percebeu. Mas a Ressurreição pode acontecer  a qualqer momento.

Rubem Alves