sábado, 11 de junho de 2016

"Teria sido fácil desistir, se o amor não fosse um motivo forte para eu continuar." ________________________ Vera Queiroz

Ainda me lembro do dia em que dissemos: seremos felizes até que a poesia nos separe. Primeiro, você riu, eu gargalhei. Depois, eu li, você ouviu e, por fim, eu lembrei, você se esqueceu e nós cansamos. Hoje, ainda que me falte você, nunca me faltará poesia. Um poema é o próprio abandono descrito em versos, diversas vezes. É o poeta em estado onírico implorando em rimas, alexandrinos, decassílabos decadentes: “Volta para mim, palavra bonita. Volta!”. Seu mundo sempre foi confuso, uma mistura moderna de Garcia Márquez com qualquer pintura de Velásquez. (...) Talvez por isso nada lhe emocione mais: nem o piano que toca algumas notas de jazz, nem o coração em guerra que, no peito, hasteia uma bandeira de paz. Talvez por isso nada lhe interesse mais: nem as cartas nem as caras de amor. Todas elas são ridículas, já dizia o poeta, todas elas são partículas de sentimento que não insiste mais. Contudo ainda me pego algumas vezes tateando uma sombra incompreensível que fala e que fuma e que finge estar viva. Só finge! Uma sombra precisa de luz para ser viva. Um amor precisa de vida para reluzir. Eu preciso de ambos para existir. Agora podemos ir, dobrar uma esquina qualquer, reconhecer que a vida tem seus tropeços, seus problemas e seus soluços. E soluços nada mais são do que palavras que morreram engasgadas na vontade de dizer. O tempo dirá, o remorso roerá, a luz se apagará e eu tenho a mais absoluta certeza que outra beleza menos confusa e mais clara amanhecerá no meu mundo para me amar como eu não te amei. Mas tudo bem… Todo mundo tem suas fraquezas. Nem todo mundo aguenta ser feliz. Eu também preciso de uma trégua. Eu aqui versifico com os meus poemas batidos:O amor é bem mais do que isso… O amor é bem mais do que tudo isso.




Eu Me Chamo Antônio

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