Ela é baixinha e meiga. Te cobre os cantos do rosto com as mãos e beija com ternura. Ela é um tanto rabugenta, é teimosa e caprichosa. Ela é do tipo que gosta de fingir que tem tudo controlado. Ela gosta de pequenas loucuras e de pedir com jeitinho. Ela se faz de durona, mas secretamente é doce e sonhadora. Ela no fundo acredita em fadas, duendes e sereias. Eu sei. Ela quase nunca fala sobre seus sentimentos, tem medo do incerto. Ela procura sempre caminhar com a sinceridade, mas está longe de ser perfeita. Ela sempre espera com carinho, risos e cheirinho de lar. Ela é um tipo de lar, te faz sentir assim. Ela chora vendo filmes românticos e com livros também, mas diz que não é romântica.Ela gosta de flores, coisas simples e de animais, menos sapos. Ela dá gargalhadas até chorar, e chora até sorrir novamente. Ela aprendeu a cuidar sozinha dos próprios machucados, mas sabe como é bom ter alguém do lado com quem dividir. Ela sabe que é bom ser forte, mas continua sensível. Ela brinca feito criança e seus sorrisos se espalham na sua pele que é dominada por essa vibração. Ela gosta de olhar a lua e pensar coisas bonitas. Ela gostaria de ser protagonista de algo, gosta de chá e de chuva. Ela é uma boa pessoa, vezes é um tanto malvada. Ela se faz de difícil, gosta quando peço com carinho um beijo seu. Ela não tem ideia do estranha, rara e especial que é.”
terça-feira, 24 de novembro de 2020
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
"Ela tinha ímpeto de desaparecer, virar espuma, vento, soprar longe. Tinha gana de desligar os telefones, o interfone, desligar-se. Sentia falta de rir sozinha lendo seus livros, acender incenso tomando banho quente, andar pela casa com sua camiseta, descalça, distraída, relaxada, ver seus filmes antigos tomando café forte, queria sua companhia de volta, não definitivamente (solidão nunca a seduziu), pois amava estar com os seus. Gostava de ser acolhida, mimada, mas algumas vezes, um filme, um café, pés descalços, lhe bastava." ___________________________ Renata Fagundes
Menina dos olhos cintilantes, que sorri para o dia de sol e para as flores que brotam sem pedir licença. Feminina, encantadora e apaixonada; pelos outros, pela vida ou por qualquer coisa que simplesmente – como se fosse pouco – faça bem a ela. Ela não costuma admitir, mas adora sentir-se acolhida. O que para os outros pode soar como pieguice, para ela é delicadeza, e uma linda parcela de amor. Sabe viver o presente sem se preocupar com os medos do futuro, porém, muitas vezes, oculta as suas vulnerabilidades para proteger asua sensibilidade à flor da pele. “Como existem pessoas que não gostam de carinho?”, “Por que elas escondem tanto o que sentem?”, – se questiona, deitada em sua cama e olhando para o branco do teto, que, tempos atrás, era repleto de estrelas e planetas fluorescentes colados. Se entregar? Só se for de corpo e alma. Prefere sentimento sincero. Quer ser Companheira, solidária e munida de sinceras gentilezas, ela se adapta às situações, mantém a calma, mesmo perto de quem desvaloriza a sua veia sonhadora. Mas, quando sozinha, se esconde na sua concha e sorri por saber que os sonhos são, e sempre serão, os seus melhores amigos.
Fred Elboni
sábado, 24 de outubro de 2020
Que seja cumplicidade, porque a vida é difícil sem afetos. _______________ LyaLuft
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| Img: Marcelo |
Tradução e adaptação por A Soma de Todos os Afetos, do artigo publicado no site La Mente es Maravillosa (https://www.contioutra.com/aconchegar-a-cumplicidade-de-acariciar-com-a-alma/)
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
"Vou ser doutora da alma" - pensou a menina. E lá foi ela tratar de fazer poesia."
Tem dia que a gente acorda saudade. E tudo o que o dia pede é uma varanda com vista pro sol e uma cadeira de balanço. Revirar os guardados e desfiar memórias que trazem riso. Nos dias em que se acorda saudade, tudo a nossa volta faz lembrar alguém, o café da tarde, o fogão a lenha, nós crianças, caçando vagalumes - um amontoado de histórias bonitas. E um mundo que não tinha complicação. No meu ontem o mundo era bonito e sem dor. Os medos eram sempre remediáveis. E tudo se curava com colo de mãe. Com beijo de vó, banho quentinho, chá e biscoito. Tudo terminava em riso, ou pelo menos, num abraço bom. O tempo era longo e pressa só existia no dicionário. As tardes eram gastas pulando amarelinha, brincando de boneca e jogando bola na rua. As noites só chegavam depois de muito brincar. Depois era só cair num sono duro, mas sem bicho-papão. Tem dia que a gente acorda poesia. E tudo o que o dia pede é um mundo colorido, sem embaraços e só quem tem os olhos encharcados de poesia pode ver. Só quem tem olhos de sol é que bate o olho na pedra e vê uma garça. Vê o azul rasgar horizontes. Vê sapo chamando chuva e passarinho trocando asas. Nos dias em que se acorda poesia, tudo a nossa volta é casa do amor. Tudo tem Deus morando dentro. E nesses dias a gente espera ficar pra sempre.
Cris Carvalho
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
Pra mim; Deus é isso: Beleza que se ouve no silêncio...______________________________________ Rubens Alves
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| setembro 2020 |
E demais trambolhos. Seria como o percurso de uma palavra antes de
chegar ao poema. As palavras, na viagem para o poema, recebem
nossas torpezas, nossas demências, nossas vaidades.
E demais escorralhas. As palavras se sujam de nós na viagem.
Mas desembarcam no poema escorreitas: como que
filtradas. E livres das tripas do nosso espírito.
(Manoel de Barros)
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